Lei Cultura Viva é regulamentada e se torna política de Estado
Entrou oficialmente em vigor, na última quarta-feira (8), a Lei Cultura Viva, que tem como objetivo ampliar
o acesso da população brasileira às condições de exercício dos direitos culturais.
Aprovada em julho do ano passado, aLei 13.018,
que criou a Política Nacional de Cultura Viva (PNCV) foi regulamentada
com ampla participação social e lançada
pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, em cerimônia que contou com a
participação de diversos artistas, gestores e agentes culturais,
parlamentares e representantes da sociedade civil. O presidente
do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Carlos Roberto Brandão,
participou do lançamento.
Entre
os dias 6 e 8, foram realizados encontros temáticos, oficinas,
conferências, oficina de participação social
dos povos tradicionais de terreiros, encontro de lideranças indígenas,
encontro das redes de Pontos de Cultura, coletivos e movimentos
culturais.
A
Lei Cultura Viva transformou o então Programa Cultura Viva e sua ação
estruturante mais conhecida, os Pontos de Cultura, na Política Nacional
de Cultura Viva, simplificando e desburocratizando os processos de
prestação de contas e o repasse de recursos para as organizações
da sociedade civil.
Com
a regulamentação da lei, a PNCV, voltada a estimular e fortalecer uma
rede de gestão cultural com base nos Pontos e Pontões de Cultura – um
dos projetos de maior capilaridade do Ministério da Cultura
– se torna uma política de Estado. Os Pontos de Cultura representam
mais de 4 mil iniciativas em todo o país e atingem cerca de 8 milhões de
pessoas, segundo pesquisa do Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada (Ipea).
A
Lei Cultura Viva foi o resultado de um intenso processo de escuta e
participação socialque envolveu os Pontos de Cultura, parlamentares,
gestores estaduais e municipais, universidades
e órgãos de controle.
Novos instrumentos - Foram
propostos e adotados dois novos instrumentos de gestão da política, uma
reivindicação histórica dos Pontos: a autodeclaração,
por meio do Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura, e o Termo
de Compromisso Cultural (TCC).
A
autodeclaração dos Pontos de Cultura vai permitir o reconhecimento, o
mapeamento e a certificação de entidades
e coletivos culturais que queiram se tornar Pontos de Cultura. Já o
Termo de Compromisso Cultural (TCC) será um novo instrumento de parceria
entre o Estado e os Pontos que receberão recursos, mais
simplificado e adequado à realidade dos agentes culturais.
"Existem
mais de 100 mil grupos culturais no Brasil, dos mais diversos
segmentos, e o Estado tem obrigação de se relacionar com eles, de
disponibilizar
recursos para que esses grupos cresçam e aumentem seu raio de ação",
disse o ministro Juca Ferreira em fala durante o lançamento.
A
PNCV tem como públicos prioritários mestres da cultura popular,
crianças, adolescentes,
jovens, idosos, povos indígenas e quilombolas, comunidades tradicionais
de matriz africana, ciganos, população LGBT, minorias étnicas, pessoas
com deficiência e pessoas ou grupos vítimas de violência,
entre outros.
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