Organizações levam à ONU propostas de educação inclusiva para jovens
Foto: UNICEF
As entidades, articuladas por meio do Grupo de
Trabalho sobre Educação Inclusiva, deverão encaminhar as sugestões a
comitê de especialistas das Nações Unidas, que supervisionam a Convenção
dos Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD) no próximo dia 15 de
abril, marco de discussão geral sobre a temática. O debate será
realizado em Genebra, capital da Suíça, sede da ONU. No documento,
relembram distintos pactos e tratados internacionais, assim como leis
nacionais com as quais o Uruguai se comprometeu a garantir o direito à
educação de meninas, meninos e adolescentes com deficiência.
“Mesmo que reconheçamos que nos últimos anos se hajam
destinado esforços para implementar uma política de inclusão educativa
geral, é fundamental que (…) se trabalhe de forma holística para que
todo o sistema educativo uruguaio público e privado, formal e não
formal, gere as condições necessárias para garantir que a educação no
Uruguai seja um direito que se promova com base na igualdade e não
discriminação”, assinala a organização da proposta.
Segundo a proposta, a formação docente deve
harmonizar-se com os padrões da CDPD. Para isso, devem destinar recursos
para assegurar uma formação adequada dos docentes e estabelecer uma
proposta pedagógica e didática da educação inclusiva em todos os níveis.
Segundo as entidades, também é necessário adequar a normativa e a
prática administrativa para que o processo de admissão e inclusão das
pessoas com deficiência nos centros educacionais se faça com base no
princípio de não discriminação.
De acordo com as organizações, para se efetivar o
direito à educação, os Estados devem fazer ajustes para que se garanta
as necessidades individuais dos estudantes, além de estabelecer a
acessibilidade como um princípio geral – classificando-se o que se
entende por acessibilidade. Além disso, é necessário gerar dados de
qualidade com os quais basear as políticas de inclusão.
Atualmente, no Uruguai, existem inúmeras lacunas com
relação à sistematização de dados estatísticos e à informação de
qualidade quanto ao nível de inclusão de crianças e adolescentes com
deficiência nos mais variados âmbitos educacionais. “Isto impede que as
pessoas com deficiência e as pessoas que se encontram a cargo delas
possam tomar uma decisão informada com relação às opções que existem
atualmente no âmbito educativo”, observa a proposta.
Segundo as entidades, esse vazio também dificulta
a formulação e implementação de políticas públicas efetivas que
garantam a plena realização dos direitos humanos das pessoas com
deficiência. Nesse sentido, defendem que é necessário promover a
obrigação para que os Estados produzam informação ampla e de qualidade
sobre a inclusão nos diversos âmbitos da sociedade, com ênfase no âmbito
educativo.
(Com informações do Centro de Archivos y Acceso a la Información Pública – CAinfo e Adital)
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