Saúde reúne municípios prioritários no combate à tuberculose
Meta é de ampliar o percentual de cura de casos novos de tuberculose de 62,5% para 75% - Foto: Divulgação/Saúde - Download HD (1,85 MB)
A Secretaria da Saúde (SES) reuniu, nesta sexta-feira (4), os 15 municípios prioritários no combate à tuberculose. A finalidade é sensibilizar os gestores para as metas do governo estadual de ampliar o percentual de cura de casos novos de tuberculose de 62,5% para 75%. Por ano, são registrados cerca de 5 mil casos novos, dos quais três de cada quatro ocorrem em um dos 19 municípios prioritários. Esses municípios estão distribuídos majoritariamente na Região Metropolitana e grandes cidades do interior - como Caxias do Sul, Santa Maria, Pelotas, Rio Grande, Santa Cruz do Sul, cidades de fronteira (Santana do Livramento e Uruguaiana) e Charqueadas, pelo complexo penitenciário.
A meta da Ssaúde é uma das citadas no Plano Estadual de Saúde para o período 2016-2019. Além disso, é um dos passos para atingir um dos objetivos do desenvolvimento sustentável da Organização Mundial da Saúde (OMS), que propõe uma redução de 90% nas mortes por tuberculose e uma diminuição de 80% nos casos da doença até 2030 em comparação com 2015. Outro ponto em que se busca qualificação é a redução no abandono do tratamento. Hoje, cerca de 15% dos pacientes que iniciam o tratamento não o completam. A meta é reduzir esse índice para 5% nos próximos anos.
Junto aos gestores locais, a secretaria visa a uma corresponsabilização do tratamento de tuberculose. O Estado fica encarregado do monitoramento, capacitação, vigilância epidemiológica e suporte técnico. Os municípios, por sua parte, comprometem-se com a Atenção Básica, vigilância epidemiológica local, busca ativa de pessoas com sintomas respiratórios e o Tratamento Diretamente Observado (TDO), que consiste na observação diária da tomada dos medicamentos por um profissional da equipe de saúde ou por alguém por ele supervisionado.
A tuberculose é uma doença curável em praticamente 100% das novas ocorrências. O processo dura no mínimo seis meses. Logo nas primeiras semanas de tratamento o paciente se sente melhor e, por isso, precisa ser orientado pelo profissional de saúde a fazer o tratamento até o final, independente da melhora dos sintomas. É importante destacar que tratamento irregular pode complicar a doença e resultar no desenvolvimento de cepas resistentes aos fármacos. O tratamento está disponível em todos os municípios, gratuitamente, e cerca de 90% dos casos podem (e devem) ser efetuados na Atenção Básica.
Municípios prioritários
Alvorada (187)
Cachoeirinha (64)
Canoas (180)
Charqueadas (104)
Caxias do Sul (146)
Gravataí (156)
Esteio (54)
Guaíba (44)
Novo Hamburgo (91)
Pelotas (239)
Porto Alegre (1.458)
Rio Grande (154)
Santa Cruz do Sul (40)
Santa Maria (79)
Santana do Livramento (15)
São Leopoldo (114)
Sapucaia do Sul (115)
Uruguaiana (74)
Viamão (153)
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