Segurança Pública quer ampliar atuação de igrejas no sistema prisional
Secretário Cezar Schirmer reuniu-se com congregações religiosas para tratar do apoio - Foto: Rodrigo Ziebell/SSP - Download HD (751,00 kB)
O secretário da Segurança Pública, Cezar Schirmer, se reuniu nesta quinta-feira (3) com representantes da Igreja Católica e da Igreja Universal do Reino de Deus. O encontro, que teve a participação da superintendente dos Serviços Penitenciários, Marli Ane Stock, serviu para estreitar a relação do poder público com as congregações religiosas e ampliar a atuação destas entidades no sistema prisional gaúcho.
O trabalho realizado por essas instituições no sistema penitenciário é considerado por Schirmer de extrema relevância. "Ao visitar um presídio, é possível observar a efetividade das ações desenvolvidas pelas congregações. O poder público tem o dever de proporcionar as condições necessárias à execução dos projetos", afirmou.
No Estado, a Igreja Católica desenvolve atividades no setor desde 1922. A Pastoral Carcerária promove visitas periódicas aos presídios e integra os Conselhos da Comunidade. A atuação da instituição em presídios do Norte do Rio Grande do Sul, em municípios como Carazinho, Passo Fundo e Erechim, foi destacada pelo coordenador estadual da entidade, padre Edson Thomassin. "Trabalhamos dentro de um cenário que não aponta para um futuro promissor, na intenção de promover melhores condições de reinserção ao preso".
A Igreja Universal do Reino de Deus trabalha com a comunidade carcerária no Brasil há 30 anos. No estado, desenvolve trabalhos com presos há 15 anos e está presente em 48 unidades prisionais, por meio do grupo Universal nos Presídios (UNP). "Uma de nossas maiores preocupações está no grande número de jovens, muitos entre 18 e 20 anos, que já ocupam espaços nas casas prisionais", salientou o coordenador do UNP, pastor Demétrio Fernandes.
O secretário reiterou a intenção do Estado em estabelecer uma política continuada para o setor. Uma parceria aberta a todas as religiões e que transcenda mandatos, tornando-se uma ação permanente de governo. "Queremos garantir a todos que desejam a recuperação por meio da fé a oportunidade de estabelecer contato com as igrejas e participar ativamente das atividades", enfatizou Schirmer.
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